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Bla, Bla, bla. Dunga fez, Dunga não fez, escalou, não escalou, Kaka não participou dos jogos, Lucio isso, Michel aquilo. Todo mundo tem uma opinião formada sobre futebol, mesmo aqueles que – como eu – não entende patavinas, querem e dão seu pitaco como experts. Copa do mundo trabalha a mente e o coração do Brasileiro, seja qual for, seu poder aquisitivo, sua cor, opções diversas e religião; todos tem apenas uma vontade em comum, ganhar! Trazer a taça! Agora, eu pergunto - Alguém já viu a taça pessoalmente? A ultima taça, aquela do penta? Não, poucos, talvez você conheça alguém que viajou e viu e isso e aquilo, então pensemos melhor, o objetivo não é a taça, ela é um símbolo, um tanto frágil de tudo isso. O que importa então? É a emoção que move a paixão do brasileiro por torcer, o suor, a cerveja e o churrasco? Hum! O comercio se dá muito bem enquanto a bola rola no gramado, mas ainda sim, não me parece ser este o objetivo. Tantas vezes nós brasileiros arrumamos desculpa para ligar o som do carro mais alto, pegar um pandeiro, tomar uma cerveja e assar um pouco de carne, então sinceramente, não me parece ser este o objetivo. Fico dessa forma com uma resposta entalada na garganta: É ganhar, que todo mundo quer. Ganhar a copa, ter esta historia de vitória para contar para quem quer que seja, para repetir nas rodas de amigo ou para defender o direito e o orgulho de fazer parte de um país vencedor. Ganhar, é carregar durante quatro anos o sorriso de quem seria hexa campeão, é um prazer duradouro e por isso mesmo tão caro a todos nós. Poder bater no peito e dizer sou campeão. A taça, o jogador, o treinador, ah! Isso é o que menos importa, quando a tv anuncia que nós ganhamos. E isso se repete em todo lugar, se é um jogo de cartas, o vencedor é tratado diferente, tem fama, é respeitado – porque não? – é esse cara que passa a ter a experiência positiva de quem passou por uma provação e saiu de lá ensinando os outros. Mas não é sempre assim, há vezes em que o jogo vira, o coringa está na mão do outro e não na nossa, aí dá um medo grande, o coração aperta e os palavrões saem esbravejados. A cerveja fica esquentando no copo e a sensação é de luto, de quem perdeu algo muito sério. Que no fundo, a gente nem sabe direito o que é, mas faz diferença. Alguns muitos perdem a fome, outros tantos choram, outros culpam os jogadores e a equipe técnica – afinal de contas sempre tem de haver um culpado, alguém para apanhar, ser colocado no pelourinho e chicoteado até a honra dos demais ser lavada – outros se contentam com as conquistas anteriores e seguem com um sorriso amarelo entre os lábios. Arrisco a dizer, que ninguém, ninguém, sabe perder. Quando a vuvuzela irritante para de tocar, as pessoas nas ruas estão deslocadas e os fogos de artifício não estouram no céu brasileiro, a gente logo percebe que alguma coisa está errada, então decretamos luto oficial e tentamos falar de outro assunto.
