Diario de Viagem: Primeiro Dia em São Luis no Maranhão
Primeiro Dia: 17|05|10
Acordar as seis da manhã é algo fora de cogitação mas entrou no meu universo hoje, quando pulei da cama com uma ligação do Mac, eu havia esquecido o carregador do meu celular no trabalho e por isso estava sem o Snooze Alarm! Uma vez acordado já pulei no banheiro e de lá saí pronto para o Aeroporto. Check in tranqüilo, sala de embarque, “atenção passageiros com destino a Brasília, embarque imediato” bom demais! Dentro do avião “atenção tripulação, portas em manual” excelente! De Brasília direto a São Luis do Maranhão, com rápida parada e Imperatriz. A primeira sensação é também a mais óbvia, “que calor é esse!!!” Saí de Minas com frio, usando um abrigo inclusive, mas logo percebi que eu tinha trazido algumas blusas de frio e calças jeans para darem um passeio interestadual. O receptivo nos levou à Pousada Portas da Amazônia, muito atraente o local, chão de pedra, inclusive o piso do quarto é o mesmo de todo o quarto, quarto com ar condicionado – super necessário por aqui – e internet sem fio! Ótimo. Ponto negativo, água quente! É inexistente água quente nessa pousada e fui saber logo depois que é difícil achar água quente no banho de qualquer maranhense, para mim um pesadelo, mas sonhos à parte o dia se seguiu e fui ao Centro de Criatividade Odylo Costa Filho, prédio antigo que abriga um cinema, salas de exposições e o Teatro Alcione Nazaré.
O entorno deste prédio é também tão antigo quanto ele, algumas praças vazias e seguindo reto o olhar consigo mirar a Maré! Um mar que seca e volta a encher de seis em seis horas, quando a maré está baixa, pode se ver um sem tamanho de lama. São Luis é quase todo mangue, solo pantanoso, e quando volta a encher torna-se caminho para pequenas embarcações. Fui jantar na pousada e não tive problemas com a comida, o cardápio muito próximo do de Minas tinha Arroz, Feijão, Peito de Frango, Salada e Farinha, aqui tudo se come com farinha.
Terminado o jantar fui junto com minhas amigas Tieta e Camila para o ensaio do Cacuriá de Dona Teté, nacionalmente conhecido! Fiz a primeira gravação para o programa Blix do Canal da Gente e por mais de duas horas fiquei maravilhado com o ritmo, a vontade, alegria e malicia dos bailarinos. Voltando para a Pousada vim ouvindo o taxista me contar da noite maranhense e de como os guetos se encontram de sexta a domingo. Antes que eu chegasse ao destino final, passamos em frente ao Teatro Arthur Azevedo e ouvi uma frase que grudou na minha cabeça! Segundo o taxista aquele lugar – o teatro – era por dentro “Além do Poder!”
Verei amanhã, pensei.
