.tudo faz tanto tempo

.de novo, agora.

Vale a pena apagar aquilo que se escreveu? Se for para apagar então lapis, sempre em todas as ações, em todas as palavras e todos os castelos. Os sonhos também deveriam pois serem desenhados à lapis, como um rascunho sem fim. Mas, se para sempre lápis, porque então a caneta. A caneta é a mancha, é o que deixa rastro, pegada, raiz. Deixa marca, deixa vestigio. É a certeza conquanto seja também a possibilidade. Pois se sei da caneta, porque não escrever a lápis-certo. De prima. O lápis é o carbono, tudo o que existe. Quase absoluto. Mais certo impossivel. Se é possível não voltar atrás, porque voltar? E porque dar tanta importância ao que não volta mais. Dessa ladainha já sabemos muito, se for apagar, e até apagar, e durante o apagar, pode rasgar, se o rasgo é grande ou pequeno fica visivel do mesmo jeito. Todo mundo sabe. Se todo mundo sabe é melhor não repetir o erro, então para que apagar. Todo mundo vai ver que foi apagado e então as perguntas infindáveis virão à galopes, trotando meias linhas, se alimentando do feno das palavras tortas. Do alto da minha vassoura penso isso aí: Vale a pena escrever com cuidado. Com cuidado e sempre, se preocupando mais com a caligrafia do que com a borracha, meu olho desvia do apagador e cai no papel branco, para continuar tudo de novo agora.


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