.seu
Dias atras um jornalista Publicou em seu blog que ele havia, anos atras, deixado de ser mais um na multidão para ser um sujeito publico, assinando mídias televisivas, imperadas e radiofônicas, achei interessante esta afirmação dele e fiquei com aquela pulga atras da orelha querendo saber na minha breve história, quando foi que isso aconteceu comigo, ou seja, quando ė que deixei de ser Cėsar para ser Prado.
Pensar sobre isso me remete diretamente à saúde mental, explico. Quando eu era ainda um moleque tomava tudo o que estava à mão como artificie cênico, um lençol em capa de super-herói, uma colher em microfone, bonecos de criança em atores, apresentadores, artistas circenses virtuosos entre outros. No meu micro-system rodava fitas k7 que eu mesmo tinha feito a seleção, Beatles e Mozart. Minha mãe começava a se preocupar, contudo não fazia objeções.
A criatividade corria solta e da infância passei a apresentar e produzir desfiles no bairro, chamava todos, organizava cartazes, tínhamos premiações, tudo que um pré-adolescente podia pensar e executar estava ali. Dos desfiles às festas foi realmente apenas um pulo e de história em história fui me moldando, hoje ator e apresentador. Tenho certeza absoluta que ainda não cresci, continuo brincando, agora com microfones de verdade, câmeras e figurinos. As responsabilidades também aumentaram, mas muito da minha sanidade mental esta preservada.
Dentro da ficção construo meu hoje, meu agora. Se vivo de ou para personagens, isso um dia saberei avaliar, o que me levou escolher ser Prado á Cesar, foi a alegria de fazer o que se gosta, pagando o preço da escolha - premissa idêntica em toda profissão - mas ainda sim se divertindo com os percalços a cada vez que o diretor diz 3, 2, 1, seu
